Pouco tempo atrás comecei a correr de madrugada (6 horas da manhã é madrugada sim). Com isso percebi que quando comecei só tinha eu e mais um senhor nos seus 50 anos fazendo caminhada numa praça próximo a minha casa. Após 2 meses já éramos 5 na madrugada. A noite sempre tem uns 5. Não sei se os outros começaram após ver pessoas fazendo atividades lá fora ou se foi somente uma boa coincidência.

Com isso comecei a pensar no cagaço que eu tenho de ficar andando com relógio no braço, óculos de sol na cara, celular no bolso, fone no ouvido e carteira no bolso. Todo mundo em cidade grande já foi ou conhece alguém bem próximo que teve um crime cometido contra si. Nós vimemos em uma sociedade com números piores que uma guerra civil (isso no caso de assassinatos). Nos roubos/furtos as estatísticas são somente isso: estatística! Poucos registram ocorrências dos crimes dos quais foram vítimas. E quando registram contam com o descaso das autoridades, afinal como uma delegacia com um delegado e 10 agentes consegue investigar 30 crimes ao mesmo tempo por mês (isso jogando por baixo). O que acontece hoje é tudo que as autoridades públicas e os bandidos desejam: todos trancados em seus escritórios, casas e carros com medo do que tem lá fora! Bandido tem a população acuada, escondida dentro de casa. Quando acham alguém na rua roubam sem testemunhas ou invadem residências ou escritórios, fazendo os ocupantes de refém e impondo o terror!

As autoridades pedem à população para não reagir diante de um bandido (o que está certo se você não tem treinamento e nem instrumentos pra isso). Também pedem que não circulemos sozinhos, tarde da noite e que, quando na rua, estejamos sempre atentos. Hoje em dia quando alguém é roubado com R$ 500,00 já é acusado de trouxa: quem mandou sair com essa quantia de dinheiro na rua? (igual ao caso da mulher que é estrupada pois estava pedindo isso ao se vestir com uma mini-saia – ê sociedade escrota viu!) Com isso temos a sensação de medo. Sempre. E o que buscamos? O conforto e a segurança de nossos lares. Então com isso, não tem iteração entre vizinhos. Não tem iteração entre crianças que moram na mesma quadra. Nossos filhos crescem sem vínculos de amizades que não sejam da conviência das escolas/shoppings/condomínio! Não pedalam pela rua. Não correm pelo parque. Não nadam nos córregos (e nem devem né, tudo poluído). Sempre desconfiamos de todos e ensinamos isso aos filhos. Ensinamos o medo do próximo aos nossos filhos!

Ao nos trancarmos em casa e não termos a conversa cara-a-cara com nossos vizinhos, com nossos iguais, não debatemos problemas locais, não buscamos soluções, não nos preocupamos com o próximo. Cada um que se lasque. Nós estamos conformados em nossa pseudo segurança atrás de muros, grades e câmeras. Nossa sociedade esta doente.

Ao sairmos de casa, ao ocuparmos os espaços públicos, passamos a exigir mais dos governantes. Passamos a exigir limpeza dos parques, manutenção de seus brinquedos para nossos filhos. Exigimos iluminação pública. Exigimos sinalização. Exigimos segurança. Enfim, exigimos tudo aquilo que é nosso direito e que é dever das administrações públicas mas que são negligenciados dia após dia.

Se nossas exigências encontrarem eco em outras quadras, bairros, setores, cidades podemos nós fazermos ouvir. Afinal, esperar a grande mídia se posicionar para algo que não interessa para eles (você não ficará em frente a tv assistindo ao derrame de sangue e alimentando o ciclo do medo) não nós fará termos nossos direitos respeitados.

Um espaço público é isso: um espaço público que é direito nosso e dever das autoridades fornecer aos seus cidadãos. Eles devem dar manutenção neles mas também é nosso dever cobrar e também zelar pelo patrimônio público. Espaço público é qualidade de vida para a população que usufrui dele.

Dia 31/12/2014 um grande dia! Dia do reveillon, dia de beber e confraternizar com a família e amigos e assim fizemos lá em casa. Mas a mudança começou antes, começou em julho com a descoberta da gravidez do baby. Nessa época já começaram as cobranças para que eu parasse de fumar. Quase 21 anos de cigarros! Mais da metade da minha vida. Desse tanto de anos quase todos foram combinados com o sedentarismo e vez em quando tinha uns repentes de querer ser saudável mas não passava de algumas semanas.

No começo ignorei a pressão para parar de fumar. Não que eu não desejasse parar de fumar mas não tinha a vontade e, muito menos, a confiança de que eu conseguiria. Todos que já pararam só me botavam mais medo dizendo que era muito difícil, que só com remédios e tudo mais. Mas, no íntimo, fui marcando uma data: 31/12/2014.

Quando chegasse nesse dia eu iria tentar parar de fumar já que eu não seria capaz. Com a tentativa frustrada, provavelmente, a pressão diminuíria pois veriam que eu tinha tentado e não tinha conseguido e, com isso, continuaria fumando o meu cigarro e sendo feliz me envenenando cada vez mais.

Mas o que que aconteceu? Chegou dia 31/12/2014. Como previsto não fui em médico, não comprei remédios e nem nada. Fiz foi comprar cigarros sobressalentes para não correr o risco de ficar sem fumar justamente em uma festa! Começamos a festar, cerveja e cigarro o tempo todo. Chegou as 23:50. Acendi um cigarro e pensei comigo sem falar nada para ninguém: esse vai ser o último cigarro! Fumei olhando pro maldito. Acabou, peguei as carteiras e o isqueiro e guardei em cima do guarda-roupas. Ninguém me viu fazendo isso. Foi uma coisa só minha. Voltei e comemoramos a chegada de 2015. 30 minutos depois já estava desesperado de vontade de fumar e a esposa já tinha sacado o que eu tinha feito.

Resisti bravamente (babando) na primeira noite. Acordei dia 01/01/2015 com uma leve ressaca, afinal já não fumei durante a madrugada, então a ressaca do cigarro já era bem menor. O que existia era a vontade de pegar e fumar. Voltar a rotina fumacenta. Mas vi que conseguiria resistir mais um pouco a essa vontade e fui resistindo. A tarde a vontade de fumar já estava beirando o insuportável. Começamos a confraternizar novamente e me concentrei nas conversas para não lembrar do cigarro. Funcionou! Primeiro dia sem cigarro!

Então aconteceu algo que eu não contava. Fiquei muito bêbado! Por um lado foi bom pois o excesso de álcool me da sono. Aproveitei pra dormir. Pelo menos assim não lembrava do cigarro. Depois, analisando o porque de ter ficado bêbado, cheguei a conclusão que a ansiedade de fumar acabou me fazendo beber mais rápido e, consequentemente, maiores quantidades de cerveja. Aí já viu né, eu precisava, além de parar de fumar, controlar a ansiedade sem comer como um louco (o que já estava acontecendo) e segurando para não beber muito.

O que eu consegui fazer foi: comer como um louco e beber mais ainda. Não foi fácil. Mesmo após uma semana ainda estava assim e enfiei o pé na jaca de novo. Já estava até decidido a dar um tempo na cerveja, até reaprender a beber. Mas vieram outras festas, o tempo passou e ansiedade diminuiu, consegui ficar menos tonto nas bebedeiras e o peso aumentou! Sim, engordei uns 6 kilos nesse processo e a vontade de fumar não passou mas estava mais controlada, mais suportável.

Com isso continuo até hoje sem fumar mas, obiviamente, ainda tenho vontade, principalmente quando vejo alguém acender um marlboro. Gosto de brincar que a boca chega espumar de vontade. Mas tô aqui, 6 meses e 23 dias depois e ainda não fumei e considero que não voltarei mais pois o mais difícil creio que já passou. Mas ainda virão outras provações. Disso eu tenho certeza!

Nós próximos capitulos a saga de tentar fazer a rotina de exercícios!

Então, comecei ontem a dieta do Dr. Atkins. Peso: 94,4 KG. Meta: 78~80 KG.

No primeiro dia o café da manhã foi ovos mexidos com mussarela e presunto.

Almoço file de frango frito na manteiga com cheddar, omelete, costela de vaca e carne de sol desfiada.

Lanche da tarde dois rolinhos de presunto e mussarela.

E jantar: Ovo frito na manteiga, bacon magro frito, hamburguer (só de carne, sem ovo e sem farinha) caseiro e uma fatia de mussarela derretida na frigideira suja depois de fritar tudo antes. 🙂 Tava bão d+.

E detalhe que antes da dieta eu não jantava somente tomava uma caneca de leite e comia entre 4 e 6 paes de queijo ao chegar em casa após o trabalho.

Hoje:

Café da manhã: omelete de bacon, presunto e cheddar.

Lanche da manhã (sim tava louco de fome por volta das 09:30 e fui na panificadora): ovo frito na chapa e 2 fatias de presunto.

Almoço. Fui para um restaurante na despedida de um amigo que está indo pro Timor Leste onde comi: Cupim fatiado, cupim de bola, picanha frango com bacon, pernil suíno magro, 1 ovo frito e 3 ovos de codorna.

Lanche da tarde. De novo na panificadora: ovo frito na chapa, mussarela e presunto.

Ainda não jantei, mas tentarei comer menos que ontem. E sim, vou pesar todos os dias.

P.S.: diminuir o guarana zero. Só hoje já foram 3 latas e ainda são 16:45. 😛

Não, não sei se volto a escrever constantemente aqui. O tempo tá curto d+. Além do emprego normal tenho os freelas e a vida off-line. Então quando der eu passo por aqui. O que pode acontecer de ano em ano. 🙂

Então. Voltei pro Brasil em junho de 2012. Cheguei em Goiânia dia 22/06/2012 e aqui tenho vivido desde então tal qual era antes de ir para o Timor Leste.

O que mudou? Em mim só a vontade de viajar, morar em algum lugar decente, com menos corrupção, menos egos e mais comunitário.

Vivi no exterior em um país mais pobre que o Brasil. Mas o contato com outras culturas me fez mais tolerante com as pessoas mas não com o que considero errado. Vi e vivi questões culturais que nunca imaginei ver.

Conheci lugares lindos, de natureza exuberante, de pessoas simples mas acolhedoras. Isso tudo em um país sem a miníma infra-estrutura básica.

Valeu a pena? Valeu muito! E faria tudo de novo.

Então, eis que chega as ‘férias’.Entre aspas porque consultor não tem férias, tem que entregar otrabalho acertado não importa se o mundo está acabando ou se vocêestá de férias.
Férias mais que especiais. Nela fuipra Tailândia conhecer Bangkok e Phuket e também para Bali naIndonésia. Ah e o melhor de tudo: reencontrar a esposa, que estavavindo do Brasil, em Bangkok.
Chega de conversinha e vamos aos fatos.
Dia 20/12/2011 saio de Dili e vou paraBali. A esposa sai do Brasil para Bangkok com escala em Istambul.
Merpati (medo, muito medo) no aeroporto de Dili

Até ela sair do Brasil eu ainda estavaem Dili e fomos mantendo contato via skype, viber, whatsapp eimessage. Saiu de Goiânia e foi pra Guarulhos. Tudo de boa. Tirandoo frio na barriga. Aí ela embarca para Istambul. Um pouco depois euembarco para Bali em uma parada de 1 dia para pegar o vôo paraBangkok.
Chego em Bali e vamos para o MasaInnhotel. Hotel BBB (bão, bonito e barato). Organizamos as coisas eficamos de bobeira na piscina. Depois jantamos em um restaurantecubano. Voltamos pra piscina e somos surpreendidos com um casamento,ao lado da piscina, no estilo balinês. Muito legal e bonito. Até amúsica no começo é legal, mas é repetiviva demais e com 2 minutosjá não aguenta mais ouvir (tenho vídeos, só não vou upar com essa internet daqui). Mas nada disso é importante, já queeu só pensava no trenzim viajando sozinha por esse mundão vei semporteira.
Instrumentos musicais

Dançando para os noivos
Os pombinhos

Procuro os sites que mostram os vôosao vivo. Fala e mostra no mapa onde determinado vôo está. Algumaconfusão com o número do vôo dela e encontramos. Está próximo deIstambul e deve chegar em 1 hora no máximo.
Já a noite, na volta do restaurante, aturma vai fazer massagem e eu vou para o quarto tentar contato com otrenzim, já que ela deveria estar aterrizando em Istambul poraquelas horas. Tento skype, viber, whatsapp e imessage e nada. Ojeito é ligar pro telefone normal e pagar os custos do deslocamentointernacional (caro, muito caro!).
PQP ela atende já dizendoque não estava conseguindo passar pelo controle do passaporte. Eu jáme desespero. Tento falar algo para acalmá-la. Mas acho que nãoconsegui. Falo que ela tem que passar mas ela não consegue. Chamo osamigos para ajudar (já que minha excelente memória não me permitelembrar dos procedimentos que fiz em Joanesburgo e Cingapura quando vim para oTimor Leste). Todos tentam. Desligamos o telefone para ela tentarnovamente. Depois de 10 minutos eis que ligamos e ela tinhaconseguido passar pelo controle de passaportes. Todos comemoram!
Aí depois foi tentar relaxar econversar com ela até as 6 da madrugada quando ela embarcarianovamente com destino a Bangkok. Meu vôo sairia as 10. Vou chegar 1hora depois dela em Bangkok. Queria era chegar antes pra já estar láesperando ela, mas não tinha outro horário de vôo. E, pra piorarum pouco, a AirAsia atrasa em quase 1 hora a saída do meu vôoporque eles estão conferindo os passageiros dos vôos manualmente.MERDA!
Chego em Bangkok. Todo o planejamentoque tinha feito de usar o Skype Wifi vai pro lixo pois as redes nãoestão conectando. O telefone dela até funciona aceitando ligações,mas o outro aparelho do Carlos que poderia fazer ligação fora doTimor está na mala despachada. Telefone público aceita cartão, masnão está dando certo. PQP!
Eu já tremo de ansiedade pra ver seela está lá, se deu tudo certo. A fila da imigração estágigantesca. Mas já dá pra ver as esteiras das malas. Começo aandar pra lá e pra cá procurando ela. Nada.
Passamos pela imigração e procuro porquase uns 30 minutos em TODA a área das esteiras. Tem que procurarbem, pois depois que sair daqui não tem como entrar de novo. Todomundo ajuda procurar. NADA. Vamos sair e seja o que murphy quiser.
Saímos. Vou para o lado esquerdo e oCarlos para o lado direito. Cadê a maldita árvore de natal (plano Bcaso o plano dependente da tecnologia falhasse como falhou)? Nãoacho nada. O Carlos também não. Agora eu vou pro lado direito e oCarlos pro esquerdo. Uma segunda olhada para garantir.
De repente vejo a árvore de natal. Meucoração acelera. Cade ela? Não to vendo. MERDA. Vou passar no meiodos bancos pois tem alguns que estão de costas. Dou mais algunspassos e antes de chegar nos bancos ela me vê e se levanta. Aí meuamigo é chorar e comemorar. Deu tudo certo. PQP. Aquela emoção,adrenalina, medo, etc foi pro saco lacrimal e virou lágrimas.
Beija, abraça, beija, abraça (loopquase infinito) mas temos que voltar pra onde os amigos estão. Todoscomemoram! Ihuuu. Bora pras merecidas férias.
Bayoke Sky Hotel

Pegamos uma van para o hotel. Hotelmassa pra caral**. Ficamos hospedados no 42º andar. Mais ou menos nametade. O restaurante era no 82º. O lobby no 18º. Pensa num tremalto sô.
42º

Vamos descansar porque precisamos. Operrengue foi grande. A noite vamos jantar no restaurante do hotel.No andar de baixo ou de cima (não lembro :P) tem uma mostra comalguns itens da cultura tailandesa. Muito legal.

No outro dia começa as merdas. Eu jásaí de Dili meio que sarando de uma gripe de duas semanas. Mas, comofumante que sou, vivendo quase 24 horas no ar-condicionado a tosseainda tava forte e seca. Então já acordo meio com febre mas souturista, to pagando e bora pra rua conhecer/gastar.
Vamos pra um shopping e já compramossim cards para os smartphones. Temos 3G e um número na Tailândia(eu só usei o 3G). Aí batemos pernas pra procurar as ofertastentadoras prometidas pela Tailândia. Almoçamos numa pizzaria. Ebatemos pernas. Eu vou ficando cada vez pior. Já no período datarde eu não estou me aguentando. Com muita febre, corpo muito ruimpeço arrego e quero ir para o hotel. Paramos no McDonalds, fazemosum lanche rápido e pegamos um taxi para o hotel. Não comprei nada.
Cama, remédios e dormir. Nem ligo oar. Estou com muito frio. Fico o resto do dia deitado. A noitetambém. Sério, acho que só passei tão mal quando tive dengue emGoiânia. E acho que esse foi o meu maior medo. Estar com dengue emplena viagem e na Tailândia. No outro dia tento ser herói e sair.Ainda com um pouco de febre. Desde a hora que voltamos do shopping nodia anterior estou sem fumar. Fiquei 3 dias inteiros sem fumar e nemsenti vontade. Mas só durou enquanto estava passando muito mal. Noprimeiro sinal de melhora já voltei a fumar.
Aí no dia 23/12/2011 fomos fazer osprogramas de turistas mesmo. Pegamos a van que nos levaria para ospasseios. Só nós 6 dentro da van. Muito espaço. Excelente pois otrânsito da Tailândia é algo de que São Paulo ficaria com inveja.A vantagem é que quando pega uma via expressa o trânsito flui muitobem. Rodamos uma hora e meia para chegar no mercado flutuante.Passeio de uma hora pelos canais de água muito suja. É, digamos,interessante. Já compramos algumas lembranças.

Garagem

Pequeno motor

No braço

Avenida

Olha a cobraaaa

E esse troço corre
Depois do mercado flutuante o motoristanos leva para almoçar. Depois do almoço (não tirei fotos) queestava bom (não posso falar muito pois ainda estava meio passandomal, sem apetite e sem sentir os gostos direito) o motorista nosconvence a ir andar nos elefantes. Outro passeio interessante. Só.

Aí depois dos elefantes tome estrada.3 horas depois chegamos no Tiger Temple. Esse é o que mais me gerouexpectativas. Só que já chegamos bem tarde. Conseguimos ver ostigres e tirar fotos. Como tava acabando o tempo deixei a esposa irtirar fotos sozinha. Se eu fosse não daria tempo.
Ninguém tem medo

Eita mulher corajosa

Monge

Aí depois hotel e cama de novo. E tomeremédio. A noite a turma sai para conhecer a noite e as famosasbolinhas de ping-pong. Eu não consigo sair e fico de cama. Pensanuma raiva. Affff
Aí, já no dia 24, consigo voltar aoshopping para comprar. Comprei roupas e um cartão de memória para acâmera, já que o meu estava dando problemas desde o dia que fui praJaco Island. E na Tailândia ele deixou de funcionar de vez. Pelomenos consegui ler ele no note depois e não perdi as fotos.
Na noite de natal vamos ver oespetáculo Siam Niramite. Simplismente foda. Muito massa aapresentação contando a história da Tailândia e as representaçõesdo inferno. Muito legal. Depois da apresentação a turma vai praboate e eu pro hotel. Ainda estou ruim.
Do lado de fora do Siam Niramite

Dia 25 foi o dia de ir conhecer ostemplos mas devido as enchentes estavam quase todos fechados, menos otemplo do buda deitado. Essa foi outra atração que me deixou dequeixo caído. O buda deitado (46 metros de comprimento) realmente émuito grande. Mas nem foi ele que me chamou mais a atenção. Otemplo todo é cheio de esculturas. Vários templos menores dentro.Tudo muito bonito.

Rei, rainha e os goianos

Encerramos o dia na margem do rio ChaoPhraya (que estava bem cheio) com um pôr-do-sol muito bonito e vendoo templo Wat Arum, do outro lado do rio, que estava fechado.

Aí foi uma novela pra conseguir pegarum taxi de volta pro hotel. Quando achava um que topava encarar otrânsito pra chegar no hotel (que, apesar de perto, demorou quase 1hora) o que ele cobrava era um assalto. No final das contas nãotivemos como escapar do assalto consentido.
Vou dormir mais ainda hehehe. Dia 26 éo dia de ir rumo a Phuket, mas não sem antes ir em outro shoppinggastar. Aí compro um roteador dlink 615 wireless por $20, 2 pendrive de 8GB cada por $18 e um air pra patroa. Fui pensando que elairia querer o de 11′ e, consequentemente, mais barato e quando ela vêo de 13′ ela já dá o choque e diz que quer esse. Me fodi. Masenfim, presente dado e ela esta gostando muito do mac os. E eu cominveja da leveza do air. To achando o meu tão gordo (deve ser porquelembro que sou gordo).
A tarde vamos pro aeroporto de metrô,mais rápido e mais barato. Só que tinha que andar algumas quadrasdo hotel até a estação carregando as malas. Então o gordo aquisofreu mais um pouco.
Ao embarcar já começo a torcer prazica ficar em Bangkok. Não aproveitei nem a metade do que tinhaplanejado por causa dessa maldita febre. Ela tinha que ficar emBangkok.
No próximo post: Phuket! (o melhor da viagem)

Enquanto os posts sobre a viagem para a Tailândia não ficam prontos (sim, serão mais de dois) vou contar a experiência surreal que passei no último final de semana (04/02/2012).
Existe as seguintes opções para comprar carne aqui no Timor Leste: supermercados (carnes australianas e neozelandesas) e feiras que são as carnes de vacas/bois/karaus abatidas por aqui. E lógico que este último é mais barato. Ah e esqueça a picanha, o contra-filé, alcatra, cupim (DESESPERO) etc. Elas até existem, mas está no meio de algum outro pedaço dos cortes australianos. Mas até que se consegue carnes boas por um preço salgado. Ex: dois bifes grossos por $6. E agora que estou almoçando em casa não dá pra comer carne a vontade. A não ser frango. Tenho comprado 4 coxas de frango por $1.4.
Então, no meio da semana passada o Junior Sem Acento manda um e-mail para mim e para o Carlos com um pdf em anexo com os desenhos dos cortes australianos e dos brasileiros juntos. PQP. Vamos comprar carne (lá no matadouro) de boi e com o corte pelo menos parecido com o que somos acostumados já que temos o pdf e vamos pedir para cortar do jeito que queremos. FESTA. CHURRASCO. Aham, senta lá Cláudia.
É, primeiro temos que acordar as 3:40 da madrugada de sábado. Isso depois de tomar cerveja até 1:30 da madrugada. Nos encontramos todos na casa do Carlos e vamos. Chegamos por volta das 4:30. Estrutura? Pra que? É tipo um galpão pequeno, construído com cimento, mas esse já não existia, só sobrava os ferrolhos das pilastras e as escoras de madeira. Olhava para aquilo e esperava que caísse a qualquer momento.
Assim que nos aproximamos um fedor. Mas pensa num fedor de chiqueiro com carniça? Pois é. Como aqui não tem rede de esgoto e este ou é a céu aberto nas valas ou é fossa séptica, e o matadouro não tem estrutura, o sangue é jogado na vala. Os restos devem ser jogados ali por perto mesmo, já que cachorros e porcos também ficam rondando.
Perguntamos ao mao (rapaz em tétum) que horas vai começar o abate. Ele diz que daqui uns 30 minutos. E volta a lavar o chão com uma bacia e com a água de um tonel. Ah sim, já falei que aqui também não tem água encanada né :(. O chão que ele lava é um pequeno quadrado de cimento queimado de 3×3 metros aproximadamente. Ao lado, onde estão os karaus e os bois, é de chão batido. E estes ficam ali amarrados e comendo capim e vendo tudo.
Os minutos passam e começam a chegar mais homens, cada um com sua faca. Aí um papo de você é brasileiro. Ronaldo pra cá. Kaka pra lá. E assim caminha a humanidade. Depois de chegar uns 4 eles começam os trabalhos. Um deles deita no monte de capim e os outros amarram e puxam um karau novo magro (tipo um bezerro quase boi) para a área do cimento. Amarram o focinho dele no chão, uma pata traseira numa das pilastras(?) e outro fica segurando uma pata dianteira com uma corda. Isso tudo para ele não se mexer.
Eu lá esperando eles aparecerem com um machado ou uma espingarda (que é o jeito que já vi matar boi). Que nada. Uma faca normal (só que muito afiada) na garganta do bicho e pronto. Morre degolado e esgotado. Esse foi o primeiro. Filmei.
Depois do susto. Vou fumar um cigarro. Juntando a cena com o mau cheiro meu estômago embrulha. Uma respirada mais funda e estou pronto pra outra. Arrastam o karau já morto (de vez em quando ainda dava uma tremida ou uma esticada) para um canto. Jogam mais um pouco de água pra tirar o sangue e já trazem o segundo. A cena se repete. Este eu não filmo.
Aí partem para o terceiro, que depois descobrimos ser terceira. Consigo filmar. Tudo bem que foi a câmera do iphone e ela, a noite, é a mesma coisa que nada né.
Começam a abrir para descarnar. Primeira providência é arrancar as patas e depois os testículos e pênis dos machos. A gente ali olhando. Todo mundo trabalhando. Chega um casal e um senhor para comprar carne também.
Vão cortando os pedaços de carne (não obedecendo nenhum tipo de corte específico) e os pedaços tirados vão sendo jogado ali do lado, no chão mesmo. Arrasta pra cá. Chuta pra lá (as carnes). Decidimos ir olhar mais de perto pra ver se conseguimos identificar algo conhecido. Nada. Só pedaços de carne a esmo.
De repente uma água começa a sair do bucho da karau. Pensamos: ‘vixe, furou a bexiga. Esta carne não vai prestar’. É, antes fosse isso. Neste momento o mao abre de vez aquela bolsa grande e sai um feto de karau. Bem formado mas ainda muito pequeno. Aí meu amigo eu já tinha perdido as esperanças.
Pegamos um pedaço de carne lá que parecia mais bonito e vamos embora. Passamos na padaria (até agora a única que sei que funciona de madrugada, já procurei outras e aqui perto de casa tem uma que abre depois das 8:00 o.O ). Compramos um pão timorense quentinho. E pensa num pão bom.
Brincamos que íamos ficar uma semana só na sopa depois de ver a cena e tal. Voltamos cada um pra sua casa e vamos dormir. Acordo ao meio-dia. Mais a tarde vamos pra casa do Carlos cortar, limpar e separar a carne (lógico que isso tudo acompanhado de uma bintang gelada). Enquanto a Giselle e o Junior vão limpando a carne a gente vai conversando e bebendo. De 15kg comprados sobraram 10kg depois de limpar.
Fritam um pedaço. A carne tem um gosto forte e é dura. Cozinham um pedaço. Continua dura. Não sei se pela cena que presenciei mas não gostei de seu gosto forte. Enfim, desisto de ficar com a minha parte.
Ah, o kg saiu por $6. Mas acho que não compensa acordar de madrugada. Se fosse um boi, com uma picanha, cupim, contra-filé e costela eu iria fácil. Mas o karau é uma mistura (eu acho) de boi com búfalo, pouquíssima gordura e gosto forte.
Ah sim, passei o domingo e a segunda com um diarréia muito forte. Mas não imagino que seja a carne, já que foi só eu. O mais provável causador dessa diarréia é a bintang que foi meio exagerada.
E vamos ter fé (na minha memória) para acabar de escrever os posts sobre a viagem para a Tailândia (Bangkok e Phuket) e pra Indonésia (Bali).

O trânsito no Timor Leste, como falei anteriormente, é um caos. Na Ásia em geral é assim, pelo menos é o que ouço e leio e o youtube esta aí pra comprovar. As vezes até existem as leis de trânsito, mas não existe fiscalização e muito menos, por parte da população local, bom senso.

Esta semana (domingo 04/11/2011) aconteceu um acidente em que um malae, em que uma toyota prada bateu de frente em uma moto. Em uma das principais avenidas da cidade de Dili. Uma das principais rotas para o aeroporto. Neste trecho (bairro de Comoro) acontecem várias merdas.

A avenida quase de frente o palácio presidencial e um exemplo de mikrolet.

Pelo que consta até agora o malae estava na contra-mão, ou seja, errado. A moto transportava três pessoas: um adulto e duas crianças, errado também. Uma das crianças morreu na hora. O adulto e a outra criança tiveram ferimentos graves e estão no hospital.

Pois bem. Vendo o jeito em que se comportam no trânsito imagino o seguinte: o pai estava de capacete (daqueles com a frente toda aberta) mas sem afivelar. E as duas crianças sem capacete. Sendo uma na frente do pai e a outra atrás na garupa. Não sei se estava assim, mas 99,9% das vezes em que se tem mais de uma pessoa na moto (e isso é muito mais comum do que se imagina) é essa a configuração.

A direita na foto um exemplo
Outro exemplo

Ok, mais um acidente de trânsito e a justiça vai resolver né? Que nada. O malae até tentou prestar socorro, mas teve que correr para dentro de uma lojinha pois começaram a apedrejar ele e o carro. Danificaram bastante o carro, a loja e a casa (de um timorense) onde ele se refugiou. Isso tudo de frente ao palácio presidencial. Este malae só saiu de lá escoltado pela PNTL (Polícia Nacional do Timor Leste) e pela GNR (Guarda Nacional Republicana – polícia de Portugal e a mais temida). E mesmo assim com tiros para o alto!

Esse comportamento nada civilizado é ainda agravado. Nos dias que se seguem malaes tem seus veículos atingidos por pedras quando passam por este local. Ao ponto de ser recomendado que mudemos de rota para se alcançar o outro lado da cidade.

E ainda piora! Nos noticiários (e nos comentários nas ruas também) o que se vê é: o malae tem que pagar alguma compensação financeira. Tipo uma indenização. Mas é somente sobre isso que se fala! Já não ligam mais para a criança que morreu (pelo menos essa é a impressão). E o valor fica por volta de US$ 5000.00! Tudo que envolve algo ruim com algum malae é somente a compensação financeira que interessa à eles.

Tudo nisso surpreende pelo surrealismo. A reação inicial ainda torna-se tolerável pelo choque, pela dor. Mas o resto não tem explicação. O apedrejamento dos carros. O pedido de compensação financeira.

Agora, o que ninguém daqui fala é que: tinham três pessoas na moto. Provavelmente sem capacete. Na rua não existe sinalização. Não existe fiscalização. As autoridades não falam em sinalizar a via. Em recolher veículos ilegais. A contra-mão é onde você e os outros motoristas, que estão lá, acham que é. Se estão estacionados (quando não param no meio da rua) e vão sair, foda-se quem vem atrás, a preferência é deste que estava estacionado. Ou você desvia, ou para ou então bate.

Não existe fiscalização de nada. Os táxis são todos velhos (por fora enganam muito bem) e muitos não tem habilitação e nem condições de circular. Os biz (ou seria bis?) (ônibus de viagem) carregam gente no teto, atrás, dependurado, etc. Acontece acidente e morre muitos de uma vez. Tem uns caminhões também que transportam gente. A poucas semanas um desses desceu uma ribanceira. Parece que morreu mais de 7. O resto conseguiu pular antes da merda maior. As mikrolet’s sempre com gente despendurada. As motos caindo aos pedaços ou tunadas: sem farol, sem retrovisor e com pneu tão fino quanto de uma bicicleta. Segundo eles o retrovisor é muito feito.
Não estou defendendo o malae, até porque, até agora, foi ele quem causou o acidente.

Biz na estrada
Na estrada
Na estrada
Na estrada
Na estrada

Mas hoje saiu uma conversa de que os acidentes são provocados somente por malae. Não, não são provocados SÓ por malae. Sim, malae corre, malae se envolve em acidente, malae faz barbeiragem. Mas para eles somente os malaes são irresponsáveis. Isso é papo para tentar desestabilizar, jogar os timorenses contra os malaes.

Vou parar por aqui pois outras histórias (ou seriam estórias?), ainda mais escabrosas, que já ouvi não merecem divulgação.

Se eu não encontrava bom senso e civilidade no Brasil não vai ser aqui que vou achar.

Eu me seguro muito para não falar das mazelas daqui pois, como qualquer lugar do mundo, elas existem. Outras mais absurdas, outras menos absurdas. Temos que levar em consideração também que é um país muito novo, com democracia recente, que foram bastantes oprimidos e tal. Que falta infra-estrutura geral e que eles tem sua cultura particular. Mas me incomoda, igual me incomodava no Brasil, a falta de civilidade.

Pronto, desabafo feito bora tocar a vida pois a maioria deles são legais e respeitosos, pelo menos os que eu convivo.

Quase não escrevi. É mais fotos com legendas. Elas falam por si. E olhe que as fotos (de um amador) não retratam o que a gente vê direito, com a grandeza e a beleza.

Um pouco de conhecimento:
O Ilheu de Jaco é um território pertencente ao distrito de Lautém no Timor Leste. É uma ilha sagrada para o povo timorense. Não se pode pernoitar lá. Os próprios barqueiros timorenses se encarregam de levar todo mundo e buscar. E eles cobram por isso. US$ 6,00 por pessoa. As 17h horas já é hora de de sair. Tem ‘causos’ de gente (se não me engano holandeses) que dormiram lá e foram deportados do país. Então vê-se que levam muito a sério essa questão.
 Lá não existe infra-estrutura. Para chegar lá é uma aventura. Não vi poluição, sinal de que todos que vão trazem de volta o seu próprio lixo.

O objetivo

Foto da internet

Todo mundo que já foi falava que era estúpido de bonito. Então juntamos uma turma de amigos brasileiros (Carlos e Giselle e Junior e Diane) e um português (Duarte), além desse que escreve, e rumamos para Com (um suku no sub-distrito de Lautém e distrito de Lautém). Onde ficaríamos hospedados no Com Beach Resort.
Não tinha grande expectativas com o lugar (Com) imaginando a falta de estrutura geral do Timor Leste. Já sabíamos que a eletricidade era somente das 20h até as 8h. Durante o dia o calor infernal do Timor Leste agravado pelo fato de os quartos serem containers com revestimento de pedras para ficarem bonitinhos. Ar condicionado só a noite.
Deixaríamos nossas bagagens nos quartos e rumaríamos para o sub-distrito de Tutuala e de lá para a Ilha de Jaco.

A viagem

Imagem tremida mas que mostra como é a estrada em grande parte do percurso.
Ponte onde só passa um carro por vez
Estrada

Acordamos as 4h:30 de sábado e pegamos a estrada por volta das 5h:30. Apesar de não ser longe (uns 230km) além de grande parte das estradas serem de serras, com curvas em que você vê a placa traseira do próprio carro, tem muitos, mas muito mesmo, buracos. Ah e são estreitas também.
A viagem aconteceu sem problemas além das sacudidelas.
Como eu era passageiro fiquei só tirando fotos. Muitas. Só na ida umas 500. Mas como tirava de dentro do carro muitas ficaram tremidas e foram poucas que aproveitaram. No total de 800 fotos consegui aproveitar umas 150. É o ditado: normalmente a quantidade não reflete a qualidade. Mas mesmo assim deu pra captar muitas paisagens lindas, cenas bucólicas e da dureza do interior do Timor Leste.

O amanhecer

Saímos da capital Díli (distrito de Díli) e passamos pelos distritos de Manatuto, de Baucau e Lautém. Os sub-distritos e sukus não lembrarei os nomes.

Uma das várias feiras
Arrozal

 Uma parada para irmos ao ‘banheiro’ e com uma visão espetacular de um vale:

Panorâmica
Uma parte dos aventureiros e os 4×4. Você pode até chegar lá sem ser 4×4, mas vai sofrer um pouco mais que nós.
Detalhes de uma vila
O mengão e um barrigudo no Timor Leste.

Continuamos na estrada com mais cenas interessantes antes de chegar em Baucau:

Outra feira

Ah se fosse sempre reta 
Campo de futebol gigante. Cada time deve ter uns 30 jogadores
Brasillllll
Pousada portuguesa em Baucau. Local de almoço na volta
Cemitério
Igreja
Enfim chegamos em Com, no resort. Muito bonito. Me surpreendi!

A ‘rodovia’ passa no meio do resort 
Essa primeira porta a esquerda foi o quarto em que fiquei. Bonitinho por fora e muito quente por dentro. 
Maré baixa
Maré alta
A noite, depois da janta e quando todos foram dormir, on line, escutando o barulho do mar e falando com a esposa no Brasil. 
Enfim, lugar muito bonito mesmo. Só que durante o dia não dá pra ficar dentro dos quartos e a praia é cheia de pedras. Tem que ficar coçando ou então ir pra Jaco como fizemos 🙂
Só faltou combinar com murphy. Na parte mais difícil do caminho começa a chover. Não uma chuvinha qualquer. Um temporal. Que junto com a mata fechada parecíamos estar dentro do seriado Lost.
Últimos momentos de sol
Escola
Dá pra parar pra pensar na vida
Tá chegando…
Tá quase…
Chegou… (a chuva)

Vai encarar?
Cade a floresta que estava aqui? 
E mesmo assim o lugar é lindo. 
Pena que não tinha condições de ficar. A cada momento parecia que a chuva só aumentava.  O jeito é voltar para Com.

Escondendo da chuva

Mas no segundo dia olha só que sol! Pegamos a estrada novamente e rumamos para Jaco, antes uma parada em Tutuala. A vista lá da antiga casa do governador (da época da colonização portuguesa) é ignorante!

Chega né. Vamos chegar logo em Jaco que tá começando a ficar chato. Pena  que não registrei foto, mas no dia anterior tinha um poste tombado quase caindo sobre o projeto de estrada. Neste dia ele tinha caído. Mas já tinha um grupo de portugueses arrastando ele com uma 4×4. Só fomos ajudar e o Carlos achou algum bixo com peçonha (um escorpião?) e tomou uma ferroada. Momento tenso. Mas mesmo com a dor ele prosseguiu. No fim tudo deu certo. 
Maré baixa, ainda do lado ‘continental’ do Timor Leste.
Coral
Muitos corais
Tá chegando
Do lado direito Timor Leste do lado esquerdo Jaco
Toca o barco

Que tal a chegada?

Longe de tudo. Sem nenhuma infra-estrutura. O lugar mais bonito que já fui até hoje. 

Pousada no ‘continente’ de frente pra Ilha de Jaco
No final das contas salvaram-se todos (menos minha pele, virei um camarão rosa). Vale a pena qualquer perrengue, qualquer dificuldade. 
É um lugar paradisíaco. Um dia inteiro sem fazer nada. Só curtindo esse visual maravilhoso. E quando se está lá e imagina onde você está no globo terreste fica mais foda ainda.
Só não foi perfeito pois a esposa não estava. Mas isso vai se resolver logo logo. 🙂
As próximas fotos são da volta na segunda-feira. Todas no distrito de Baucau.
Mercado português da época da colonização. Infelizmente abandonado.

A primeira tentativa de almoçar. Lotado.
Gruta
Feira
Crianças
Bife com molho de café na pousada portuguesa. Uma delícia.

Quase 3 meses no Timor Leste e uma coisa que posso falar é: energia elétrica aqui é complicado.

Nos primeiros dias passavam até 5 dias sem ter queda. Em setembro já começou a passar no máximo dois dias entre uma queda e outra, não necessariamente sendo respeitado este intervalo. Nesse mês de outubro conta-se os horas entre uma queda e outra.

Hoje (17/10/2011) a energia caiu as 12:10 e voltou agora as 19:55.

Mas como isso é rotineiro todos os lugares tem gerador. Nos hotéis, nos supermercados, nos órgãos do governo, muitas casas de malae também tem. O problema é que em alguns lugares (no trabalho) o combustível acaba ou é, digamos, pegado emprestado, e não é reposto. Lá tem um gerador para o prédio todo e outro só pra sala fria (adivinha onde eu trabalho? e nesse calor daqui é ótimo trabalhar dentro de uma câmara fria). O da sala fria entrou assim que acabou a energia. O do restante do prédio voltou por alguns minutos aí por volta das 16h e logo desligou novamente.

O mais complicado é no hotel que depende da boa vontade dos funcionários irem ligar o gerador (que é bem grandinho). Não que eles tenham má vontade, mas não tem pressa. Quando acontece na hora do almoço basta 5 minutos sem ar-condicionado para começar a transpirar. Ainda mais no meu quarto que a janela é lacrada. Então as vezes demoram até 10 minutos para ligar o gerador e nisso vou contando as gotas de suor até ligarem.

Mas sabe o que é pior que isso ainda? A conexão com a internet (vou falar sobre essa danada daqui uns dias) cair e nisso o download é interrompido e o meu compartilhamento wifi também morre (tudo bem, é só dar 2 cliques que volta).

Curiosidades sobre a matriz energética daqui
A matriz energética daqui é composta de geradores. Sim 100% dela.
Em Dili a energia é mais constante. Os cortes, teoricamente, são para manutenção dos equipamentos.
Em alguns distritos a energia tem horário para começar e horário para acabar. Ainda não fui para um desses distritos, devo ir em breve. E lá é das 20h até as 6h. Ou das 18h até as 8h. Ainda não tenho certeza.
Está em construção duas centrais com grandes geradores e uma grande linha de transmissão pelo país. Esses geradores vão consumir um tipo de óleo diesel (quem vem da onde? China!) que é proibido em muitos lugares do mundo pelo seu nível de poluíção.

Post curtinho só pra tirar as teias de aranha.